| Processo de Criação |
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"Separação" e "Senhorita Dona-de-Si" |
"Separação" e "Senhorita Dona-de-Si" |
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SEPARAÇÃO As palavras foram ásperas de sempre: naturezas. Às vezes facas. Eu restei o próprio corte.
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O
começamento das coisas não é inevitável. A finaleza, sim. A finaleza é um
processo que pode não acontecer. Mas acontece. Eu tava novo de maduro
ainda e ajuntei os trapos com a Bia. Bom deixar claro que não tem
arrependice nenhuma disso, nem minha nem dela. Então, ajuntemo os trapos,
eu nos 20 anos, ela nos 23. Casamo junto, sem papel, nem aliança, só na
amoração. O que mais gostava na Bia era quando ela fazia cara-de-Bia, que
era o seu jeito de menina com desregra na alma, moça peralta-inocente do
mundo, e boba disso, surpreendida. Ela tinha também uma inteligentice
musical que satisfazia meu ego de compositor principiante, arranhando os
primeiros sons. Aliás, ela gravou num estúdio-muquifo o meu primeiro
samba-canção, que compus com meu parceiro Baiaco. Coisa de 1999, por lá.
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"A vida é um buraco" |
"A vida é um buraco" |
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Desde que
me entendo de gente |
Circularidade.
Também busco a circularidade, que nem o universo. Acho que Deus também é
circular. Confesso ainda que operar pelo inacabado é um outro barato! Gosto
das frases que indefinem, liricamente, as coisas que estão no mundo e eu só
preciso aprender. O samba. Meu livro é um samba circular. Já “A vida é um
buraco” trata-se mesmo, no original, de um choro do Pixinguinha. Compreende
o triângulo doloroso que sustenta a “Idade do Zero”: buraco, roleta, moinho.
Acaso e movimento, por graça!
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