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Prateleira |
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Caminhos de Poe(a)mar
Merivaldo Pinheiro
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Fortuna crítica:
Centrado e inquieto, em sua poesia fraterna e solidária, Merivaldo
Pinheiro só deseja uma coisa, essa coisa humana, para ele o maior dos bens
terrenos. Daí sua invocação: 'Dai-me, Senhor, palavras-pão de todo santo
dia'.
O livro é iniciado com poema de perfil social, primeira preocupação do
autor, poeta sociocêntrico, onde homens saltam da primeira página, os
imprevistos, os desaparecidos, faixa de gaze atravessada no peito (no jogo
de palavras com a conflituosa Faixa de Gaza que todo dia comparece nos
jornais escritos e televisionados).
É na palavra que o texto de Merivaldo Pinheiro mais se acende, ascende, se
ilumina por completo, torna-se mais maduro como significado e
significante. Na poesia de Caminhos de Poe(a)mar parece que tudo conspira
a favor da energia da palavra: natureza, amor, Deus.
Olga Savary
(Poeta, ficcionista, crítica, ensaísta, tradutora e jornalista) |
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As Espirais de Outubro
Whisner Fraga
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OUTUBRO
DA DESESPERANÇA
Uma velha escritora, “com setenta e dois longos anos pesando em minhas
pernas varicosas”, escreve um diário íntimo durante treze dias de outubro
(de 2005? — é o que parece...). Ela está no apartamento 1402 (14. andar)
de um prédio num terreno em Botafogo, no Rio de Janeiro.
Seu escrito trabalha com dois registros: o primeiro, que se passa nesse
apartamento, é predominantemente memorialístico, da memória antiga, mas
não só. O segundo, denominado “Na cidade”, por sua vez, trabalha com o
presente, com a memória imediata, registrando andanças e observações de um
olhar idoso e ao mesmo tempo nosso contemporâneo.
Nos dois registros diversas coisas, objetos, esperanças, expectativas,
ilusões, acontecimentos, impressões, personagens, sentimentos e pequenos
delírios se cruzam. Porém não propriamente para se esclarecer ou iluminar
mutuamente, como talvez esperasse um leitor contrafeito, senão que para
“engrossar o caldo”, ou dar maior densidade à matéria narrada.
A simpática velhinha espera para breve, antes que seja definitivamente
devorada pelo câncer que a rói, o anúncio do prêmio Nobel de Literatura,
que ela, com certeza, desta vez, ganhará. É de lembrar que o dito prêmio
em geral costuma ser anunciado no mês de outubro de cada ano.
Não sei se maliciosamente ou não, esse diário talvez pudesse ser escrito,
no Brasil, por escritoras como Hilda Hilst, ou Clarice Lispector, ou mesmo
Lygia Fagundes Telles, sem que vá nisso nenhum desdouro a elas, aliás,
mera dedução deste leitor, visto que esses nomes não são referidos na
narrativa.
A autora do diário chama-se Aila e como não consta sua existência nos
meios literários nacionais ou alhures, o prêmio Nobel esperado funciona
como parte de um delírio, no qual literatura, dinheiro, mercadoria e
prestígio se cruzam num jogo de ilusões e frustrações. Por isso, o texto é
ao mesmo tempo irônico, inconformado, desafortunado, caricato e delirante.
A esperança e a frustração se corroem mutuamente. As outras personagens
são sombras projetivas da narradora, desde a juventude até a velhice
abandonada. Mas o Brasil também percorre a memória da narradora em
momentos cruciais do século XX e se mostra na sua irrelevância, tanto pela
notação crítica quando pela indiferença e o descuido para com a velhice.
No final o leitor terá uma surpresa, mas essa não se conta, já que é
surpresa e convém chegar ao final do livro para encontrá-la.
Valentim
Facioli
Atendimento
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A Música e o Risco
Rose Satiko Gitirana
Hikiji
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Etnografia
da Performance de Crianças e Jovens Participantes de um Projeto Social de
Ensino Musical
Rose Satiko buscou com este trabalho percorrer os significados do fazer
musical entre crianças e jovens participantes de um projeto governamental
de ensino de música destinado à população de baixa renda de São Paulo.
Nele, discute as diversas facetas do fazer musical observado (e sentido),
como seus aspectos pedagógicos, políticos e performáticos, e procura
descrever as relações dessa prática social com a construção das noções de
corporalidade, temporalidade e alteridade entre seus sujeitos. A opção
pela observação de um único projeto não implica uma abordagem
institucional: a autora enfatiza que o foco do trabalho não é o Projeto
Guri, escolhido para as observações, mas a prática musical, pensada como
atividade simbólica de forma ampla, com contornos específicos dadas a
faixa etária e a situação social de seus atores.
Rose Satiko Gitirana Hikiji é doutora em Antropologia Social pela
Universidade de São Paulo. Professora do Departamento de Antropologia da
USP, pesquisadora do Grupo de Antropologia Visual (Gravi-USP), do Núcleo
de Antropologia da Performance e do Drama (Napedra-USP) e editora da
revista Sexta-Feira – Antropologia, Artes e Humanidades. É uma das
organizadoras do livro Escrituras da Imagem, também publicado pela Edusp.
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A Volta dos Mutantes
Paula Chagas Autran
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“A Volta dos Mutantes” no Café
Journal
Paula Chagas Autran conta da história do fim do grupo até sua volta em um
livro de crônicas, recheadas de histórias divertidas e de muitas fotos.
Por onde andavam Arnaldo, Dinho e Sérgio? O que fizeram durante 30 anos de
ausência dos Mutantes? Dinho ficou todo esse período sem sequer olhar para
a sua bateria. Arnaldo virou artista plástico na maior parte do tempo.
Sérgio produziu diversas bandas neste longo período de afastamento do
grupo. No livro A Volta dos Mutantes, de Paula Chagas Autran, Editora
Publisher Brasil, essas e outras histórias estão reveladas em detalhes.
Depois de mais de trinta horas de entrevistas com os principais
personagens e de muitas outras tantas de intensa pesquisa, Paula Autran
conta a saga da volta do grupo em 52 histórias divertidas, polêmicas,
instigantes e, por que não, sérias.
As histórias do livro situam-se entre o fim do grupo com sua formação
original, em 1973, e a sua volta, com o show memorável no Museu da
Independência, em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, em
janeiro deste 2007.
O livro também conta com um projeto gráfico bem diferente do padrão usual
em livros. “Algo mais rock in roll, cheio de fotos e diferentes
tipologias. Uma coisa mais Mutantes”, revela Paula Chagas.
O lançamento do livro acontece no dia 21 de maio, no Café Journal, a
partir das 19:30h.
Em conjunto ao lançamento do livro acontecerá uma mostra de 30 fotos dos
Mutantes, 14 delas são de autoria de Drika Bourquim e o restante de Zé de
Boni.
Ficha Técnica: A volta dos Mutantes
Autora: Paula Chagas Autran
Editora Publisher Brasil –
www.publisherbrasil.com.br
120 páginas
100 fotos |
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Texto de
divulgação |
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Idade do Zero
Zeh Gustavo
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“Idade do Zero”: a poesia que
não aceita a mesquinhez, mas canta loas às pequenezas e modéstias
É a idade pós-humana, (...) que detecta a falência da criação, sugerindo
novas simbioses, máquina-homem, arte-sistema produtivo, nas quais o ser
humano, num esforço para inventar o novo e superar o medo, teria seu corpo
transmutado e transformado em arte (...) Idade do Zero narra uma nova
gênese, a da reconstrução do ''Eu'', poeta e homem, diante de um mundo
atocaiado por aqueles que o habitam.
(Whisner Fraga, escritor e ensaísta, in Jornal do Brasil, 28/10/2005)
Lançado nos dias 18 e 21 de outubro, respectivamente no Rio (Livraria Luzes
da Cidade, Espaço Unibanco) e em São Paulo (Livraria Estação Poeta), Idade
do Zero é um livro elaborado sob uma perspectiva de renovação/inovação da
matéria poética, considerando-se como sua unidade primeira a palavra. Neste
sentido, a frase poética desenvolvida no conjunto dos poemas busca também,
igualmente, um efeito de ressignificação e de desalojamento do lugar lírico
atribuído tradicionalmente à poesia. Sua sintaxe, assim, combina elementos,
linguagens e mundos de referência lingüística diversos, de modo a incitar
uma nova forma de provocar lirismo e ludismo, por lidar com o não usual. Se
a palavra transmuta-se para brinquedo, a frase constitui o suporte ou fase
dentro da própria brincadeira: o poema.
Tematicamente, Idade do Zero não foge de trazer de volta questões mal
resolvidas pela modernidade. A falta de lugar do indivíduo num modelo de
sociedade cujos lugares encontram-se funcionalmente distribuídos, em que o
reconhecimento normalmente resulta da adequação e do caráter oportuno do que
se faz, e não do que se pensa ou se sente ou se é dentro da coletividade. A
própria rejeição, e dependência, em relação ao viver frenético da cidade. A
impessoalidade reinante nas atuais relações humanas. O desgaste, a saturação
e a distorção do olhar e mesmo dos outros sentidos num mundo concentrado de
imagem e velocidade. A fragmentação da realidade e, por conseguinte, de
qualquer discurso que se produza. Um senso de desorientação, caos que
predomina mesmo no interior do indivíduo. Nada, portanto, escapa de um
grande vazio existencial por onde o eu-lírico de Idade do Zero transita,
vive, pesquisa.
Invertem-se status. O que não é valorizado, passa a ser: o incomum, o torto,
o traste, o velho. O termo de baixo calão. A palavra (ou sentido da) que
caiu em desuso ou que tinha tudo para virar palavra e não chegou a ser.
Rebaixa-se o trabalho socialmente mais reconhecido. Denigre-se a idéia de
mercado, de produtividade, eficiência. Condena-se a rotina. Faz-se poesia do
lixo, do erro, do estranho.
Idade do Zero, com isso, tende a causar uma estranheza inicial no leitor,
por este não se defrontar com um eu-lírico autopiedoso, romântico evocativo,
mas com um poeta às vezes de tom agressivo, comicamente grosseiro ou
infantil, tragicamente melancólico e crítico do(s) mundo(s) que ele adora e
abomina contraditoriamente, num movimento duplo e tenso de
encantamento-repulsa do indivíduo pelo seu meio, já demarcado por Baudelaire
na alvorada da modernidade e do urbanismo na França. "IDADE DO ZERO" À VENDA
TAMBÉM PELA INTERNET. CLIQUE E CONFIRA:
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>> Livraria Nobel
Escrituras Editora
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Mulher - Um resgate íntimo
Paulo Mendonça
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Como médico
neurologista e pesquisador, Paulo Mendonça escreveu o livro “MULHER UM
RESGATE ÍNTIMO”, abordando uma das principais causas dos sofrimentos e
depressões nas mulheres. Fácil de entender: a mulher nasce com seus
valores geneticamente femininos e a educação a faz absorver os valores
determinados pela sociedade patriarcal. O livro, “numa magia deliciosa”,
conforme informações das leitoras, estimula o resgate desses valores
desaparecidos ainda na infância. Audacioso e completamente diferente dos
demais, usa 3 linguagens: um conto, informações e poemas, estrategicamente
colocados para que o enredo seja desenvolvido na mente da leitora. A
partir do meio da leitura a mulher selvagem, inquestionavelmente forte,
começa aflorar no cerne da alma da leitora, fazendo-a entender e sentir a
plenitude feminina capaz de afastar muitos fantasmas, utilizando a sua
própria verdade frente às “verdades” que lhe foram impostas pela
sociedade.
DICAS PARA A LEITURA – Por ser um livro que interage com a alma da
leitora, não deve ser lido rapidamente. O seu conteúdo deve ser analisado
com calma, sem muito esforço para entender perfeitamente o que se encontra
nas entrelinhas, No decorrer da leitura, o somatório das informações, o
conto e os poemas, irão proporcionando o resgate dos principais valores
femininos soterrados no fundo da alma da mulher.
O livro, MULHER UM RESGATE ÍNTIMO, pelas suas características informativas
e interpretativas, já está sendo adotado em um conceituado colégio do
Paraná, como leitura obrigatória no segundo grau. |
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Essências em metáforas
Antonio Miranda
Fernandes
Saiba mais
sobre este lançamento no site do autor:
www.poemasecores.com
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A cidade devolvida
Whisner Fraga |
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A geografia
de A cidade devolvida é a da linguagem. Herdeiro da linhagem de Joyce,
Rosa e Pennac, Whisner Fraga constrói suas histórias com uma carpintaria
toda própria, em que a frase, o ponto, a palavra, a chave, expandem os
sentidos para além da fronteira do linear, do comum.
Na viagem a Pakaa-Nova, passando por Camacã e pelo Rio Anunzê, encontramos
uma fauna inesperada pelo caminho, povoado pelas tribos mais diversas.
“Mas que sei eu de latitudes e longitudes?” Mais adiante, será outra a
cidade mas ainda uma busca, uma helena inatingível, por entre labirintos
de concreto.
Artesão cuidadoso, o autor vai nos envolvendo na riqueza de seus sons e
ritmos, na invenção do inesperado, no inesperado da invenção. Num instante
estamos presos em sua teia de noites; mais além, o tempo pára num relógio
quebrado: e a cidade agora é um Rio que vive na lembrança, à beira do
abismo.
“sei que é ela se insinuando, usando helena como subterfúgio, mostrando
o que teria lá do outro lado, não, minha cara, eu já sei o que existe em
todos os pontos das coordenadas euclidianas. não se fie nesta ingenuidade
arquitetada com cimentos de medo.
chegarei à margem como de costume, estancarei meus passos diante do
cruzamento: pronto: para a revanche, para a sua fúria prestes a verter
venenos ousados, serei a mais sólida vontade, de concreto e aço, não,
desde aquele dia que
tenho coragem, enfrentei heroicamente meu medo, travamos injusta batalha:
não venci, não era para ter triunfos ou derrotas: mas tendo subjugado a
mim mesmo, exigiu meu cérebro um preço e a ele sou fiel até o fim: e a
cidade? a cidade? a cidade? confusa geografia a me cuspir...”
A cidade devolvida
Whisner Fraga
108 páginas
Compre através do site
www.7letras.com.br
COMUNIDADE
NO ORKUT:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=6707208 |
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Transroca, o navio proibido
Rodrigo Capella |
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“Transroca:
o navio proibido” (R$ 16,00; 112 pág), da Editora Zouk, é o mais novo
livro de Rodrigo Capella. A obra tem como protagonista o detetive Kall, já
conhecido pelos leitores por atuar em “Enigmas e passaportes”, primeiro
livro de Capella, publicado em 1997.
A trama se passa a bordo de um navio que faz um cruzeiro por um lugar
fictício, Perúsia Grande, e tem como destino a cidade de Parja. A bordo
estão Kall, o detetive, e sua mulher Amanda, em viagem de lua-de-mel.
Durante a viagem, um assassinato deixa os passageiros estarrecidos e
coloca o detetive em ação. Um renomado biólogo foi morto e Kall revela o
criminoso.
Inspirado em Agatha Christie, Conan Doyle e outros, Rodrigo Capella
constrói uma história cheia de mistério, intrigas e diversos suspeitos,
mantendo o clima até a revelação final. Este ano, além de “Transroca: o
navio proibido”, Capella lançou “Como mimar seu cão” (Zouk, R$ 18,90; 72
pág), um manual para transformar animais de estimação em grandes
companheiros.
O novo livro de Rodrigo Capella, “Transroca: o navio proibido”, tem
prefácio do cineasta e roteirista Ricardo Zimmer, que inclusive estuda a
possibilidade de adaptar a trama para o cinema. |
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Concerto para Arranha-céus
Ronaldo Cagiano |
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A Palavra
Definitiva
Whisner Fraga
Tendo iniciado seu percurso literário com alguns livros de poesia e uma
novela juvenil, entremeando colaborações e resenhas em diversos jornais,
Ronaldo Cagiano firma-se definitivamente na ficção com este segundo volume
de contos. Após o premiado Dezembro indigesto, o escritor mineiro radicado
em Brasília mal deixou a poeira abaixar e nos apresenta Concerto para
arranha-céus, mais um exemplo de vitalidade dos autores da nova geração.
Novamente o autor utiliza o cotidiano como matéria de sua literatura. E é
uma matéria áspera, injusta, melindrosa, que não permite retoques feitos
por artesãos inexperientes. E as mãos de Ronaldo estão ainda mais
habilidosas. Os temas são corriqueiros, pequeníssimos recortes da vida e é
daí que o contista extrai uma prosa densa, incisiva, inquietante e muitas
vezes desesperada. Continua dissecando as tragédias interiores de seus
protagonistas sofridos, com tal veemência e talento que não nos resta
outra alternativa, senão sucumbir à nossa (vil) condição humana.
Ao lermos as epígrafes, percebemos que a cidade é personagem principal
nesses contos. Não somente a metrópole, tão apreciada pelos
contemporâneos, como pode dar a entender o título aos leitores mais
apressados, mas também as cidades do interior, com sua fauna igualmente
peculiar de seres, coisas e situações.
É a cidade que impele seus habitantes a atos que não tomariam se
participassem de outro habitat, invocando uma simbiose na qual essas
atitudes fazem dela um ser orgânico e participante do cotidiano de seus
moradores. É o concreto vingando em seu destino de prédio.
Há Minas em seus contos, mas também há Brasília, São Paulo, Paris. Não que
os universos precisassem dessa migração (não podendo ser entendida como
ampliação do espírito humano) das personagens, mas necessitam como parte
de seu processo de caracterização: um lugar não pode ser como o outro, a
sociedade é singular, também o devem ser as histórias que se passam em
ambientes distintos. Existe também um misto de melancolia e mágoa em
relação à sua terra natal, cujo destino foi retórico por autoridades
sinistras, e que já não é a mesma Cataguases da infância do autor, mas é
um sentimento de quem conhece profundamente a natureza que criou e que,
portanto, pode criticá-la como uma mãe procede com o filho que ama.
A reação ao sistema que impera nas grandes cidades, principalmente à
Brasília burocrática e irreal, está presente, estão ali os bancários
bovinizados, os fast foods cheios de pessoas vazias, o cinismo dos
congressistas, mas também notamos a decadência das cidades pequenas: a
tribuna do disse-me-disse, o golbery municipal habitando um corcunda, os
maus políticos nenhum agrupamento social escapa ao olhar crítico de
Ronaldo.
Além disso, o arranha-céu chegou ao campo. As cidades explodem e cospem os
menos preparados para as cadeias, para o álcool, para a fome e a morte.
Como então separar o ser-humano de sua condição social? Não há como. As
construções continuarão pulsando, criando sua própria era, a
pós-humanidade. É a matéria controlando a carne, ditando a nossa
imprevisível história. É o tempo da tecnologia absurda, da velocidade.
Por fim, a busca pela palavra definitiva, ansiada por todos os escritores.
Notamos em Ronaldo Cagiano o esmero do lapidador, aquele que deixa a pedra
mais brilhante com o mínimo de desperdício, não existem adjetivos
sobrando, as frases parecem surgidas prontas para serem lidas. Poderíamos
dizer que essa procura tivesse término nestes arranha-céus, não fosse a
vulnerabilidade da língua, que permite que esta ou aquela palavra se
encaixe com precisão (e beleza) em uma frase com o mesmo sentido. Sabendo
disso, o contista não se contentará com o pronto, um Deus que retoca o
belo criando um novo belo. |
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O Silêncio do Delator
José Nêumanne Pinto |
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Delatando o
silêncio de uma geração
Aos 53 anos, o escritor, poeta, jornalista, radialista e comentarista de
política na televisão José Nêumanne, paraibano de Uiraúna, radicado em São
Paulo, casado, três filhos, um neto, está lançando seu nono livro e
segundo romance, O silêncio do delator (A Girafa Editora, 544 pp., R$ 59).
O livro narra, em sete vozes, o velório do líder de uma turma (a patota
dos sovacões solidários do recruta Pepé) e de sua geração, que viveu
plenamente as revoluções política e dos costumes dos anos 60 do século 20.
O corifeu desse coro de narradores (intitulados com versos do samba A voz
do morto, de Caetano Veloso) é o morto, um professor universitário de
carreira profissional lograda, libido exacerbada e ideologia incerta.
Desbocado, franco, rude, sem limites, este comenta, direto do caixão, as
visitas que recebe, tendo seus comentários interrompidos por narrativas em
terceira pessoa do próprio velório, de encontros da turma no passado em
torno de dois álbuns clássicos da música pop - Sergeant Pepper´s lonely
hearts club band, dos Beatles (1967), e Bringing it all back home, de Bob
Dylan (1965) - e da trajetória de êxito e fiasco dos velhos amigos, um por
um. Cada capítulo do romance se refere a uma das faixas desses dois discos
e termina com uma estrofe do poema Inventário, de Pedro Paulo de Sena
Madureira, do qual foi tirado o título da obra.
Pelo velório passam a viúva historiadora, a mãe possessiva, a filha
pragmática, o filho orientalista e os velhos amigos da patota: Paulo, o
publicitário bem-sucedido que não consegue se firmar como escritor da
moda; Marlon, o guerrilheiro-galã que se torna rico corretor do mercado
financeiro; Ricardo, militante comunista que vira ministro de Estado;
Jorge Carlos, astro do rock; Helena, amiga de adolescência com quem o
morto viveu um caso fugaz; e Pepé, artista plástico que termina
mendigando. Além de Elsa, a Zuca, paixão frustrada da vida do
protagonista, e sua adorável filha Esmé, paródia da personagem do conto
Para Esmé, com amor e sordidez, de J. D. Salinger. O leit motiv do romance
é o conflito entre o morto e a viúva: ele, adepto de Heráclito de Éfeso,
orgulha-se da contribuição que sua geração deu ao gênero humano; e ela,
hegeliana, acredita que a história só se repete em ciclos.
O romance é um projeto de 20 anos do escritor, que se tornou conhecido
pela crítica implacável aos costumes políticos nacionais nos editoriais do
Jornal da Tarde, nos artigos para o Estado de S. Paulo e nos comentários
que apresenta em sua coluna diária - Direto ao assunto - na Rádio Jovem
Pan e nas duas edições do Jornal do SBT. Seus oito livros anteriores são:
de poesia (As tábuas do sol, Barcelona, Borborema e Solos do silêncio),
ficção (Veneno na veia), reportagem (Atrás do palanque e A República na
lama), ensaios políticos (Reféns do passado) e perfil biográfico
(Erundina, a mulher que veio com a chuva). Também gravou poemas no CD As
fugas do sol e organizou a antologia Os cem melhores poetas brasileiros do
século. |
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Como Mimar seu Cão
Rodrigo Capella |
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Seu Cão
Merece! Você Merece! E Nós Também...
Por José Aloise
Bahia
Existe algum cão em seu apartamento ou casa? No sítio? Conhece algum
vira-lata perdido ou freqüentador assíduo do seu bairro? Se a resposta for
não para as três perguntas, bom sinal, pois você é um candidato em
potencial para ler o livro “Çomo Mimar seu Cão” (Editora Zouk, São Paulo,
2005), de autoria do jornalista paulistano Rodrigo Capella. A dica
inicial: de preferência leve este simples e divertido compêndio - não
confunda com auto-ajuda - para uma leitura ao ar livre. Por exemplo,
sentado num banquinho de uma praça ampla e arborizada da sua cidade, tendo
como companhia alguns cachorrinhos que por lá passeiam com seus
respectivos donos. Após as primeiras páginas e uma pitadinha de reflexão,
uma coisa eu tenho certeza: a sua saúde e compreensão do mundo canino, por
extensão o humano, aumentarão em graça, humor e cortesia. De repente, você
pode até mudar de idéia. Num ato virtuoso e polido adotar um animal. Os
médicos receitam. Dizem que faz bem para o coração.
Por falar nisso, se tem uma virtude que andava meio sumida do mapa no
mundo contemporâneo é a polidez. A “virtude das aparências” de acordo com
os franceses, prima em primeiro grau da educação, parece estar de volta.
Forçando-nos a superar atos de recusa, a polidez sugere um encontro, e o
seu desdobramento: a comunicação e o diálogo. Conjunção importante, e que
vale sempre ser relembrado nesta mesclada sociedade individualista e
globalizada. Sob a perspectiva do eu, advêm desta constatação algumas
indagações: nestes tempos, seríamos nós suficientemente maduros para
procurar o outro, e romper com a nossa indiferença? Suficientemente
maduros para parar – dar um “stop” - e perceber o outro?
Tentar se comunicar, tornar comum, dialogar e manter uma interatividade
mais plena? Valem refletir tais tentativas e esforços. Como valem também
observar as lições cheias de afetividade apresentadas por Capella em seu
livro. 50 dicas importantes para transformar seu animal de estimação num
grande companheiro, ou 50 dicas importantes para transformar você num
grande companheiro dele, o cão. No fundo, no fundo, já que as relações
entre os humanos são mais complexas, procuremos pelos menos tratar bem o
fiel amigo de todas as horas. Seja ele um mini-yorkshire de três anos
(raça do enorme colega Brutus, a quem o autor dedica o livro), um lulu da
Pomerânia, um pequinês, um boxer ou um fila.
A Moral da História - Eis a apologia fundante e a pergunta básica
estampada por Capella na contracapa do livro: “O cão é o único que te dá
amor incondicional! Não pede mesada, não exige presentes caros e gosta de
distribuir carinho. Não está na hora de você fazer o mesmo por ele?” Uma
possível resposta, se é que possam ter respostas - aliás, as soluções são
os atos de carinho e cumplicidade cotidiana com o seu cão, seu gato,
pássaros, etc. e a preservação da natureza em geral -, ou um
reconhecimento, que é atentamente percebido e escrito nas orelhas de “Çomo
Mimar seu Cão” pelo respeitado cineasta Carlos Reichenbach: “ É engraçado,
só agora me dou conta que posso falar cobras e lagartos de certas
ex-namoradas e amigos ressentidos, mas não consigo ter sequer uma
lembrança ruim de qualquer amigo canino. Acho que apliquei com eles todas
as lições sugeridas neste livro, embora eu continue tendo a impressão de
que não bem (ou só) de cachorros que Rodrigo Capella esteja falando”.
Reichenbach captou o espírito da coisa. A moral da história.
E quais são as lições fundamentais do livro? Cinco estágios, divididos em
50 dicas essenciais para o amadurecimento físico e psicológico do seu cão.
Seria somente do cão!? Tudo gira em torno do verbo mimar. Isto mesmo,
mimar = dar mimos, dar carinho. Tendo como epicentro de toda as situações
não o cão em si, mas o seu dono. Ou os seus donos - tem psicólogos animais
especializados e zoólogos que afirmam que os cães não têm somente um dono.
Li isto numa revista científica de uma vizinha que estuda medicina
veterinária na UFMG. Mas esta é uma outra discussão. Pois bem, voltemos ao
livro. No estágio número um, observamos o valor da comunicação, a noção de
liberdade, a alimentação, a higiene e as brincadeiras básicas e animadas
que o autor revela como essências no trato e convivência diária com o(s)
escolhido(s). Tem gente que não gosta só de um. Prefere logo o casal ou
toda a ninhada.
Estágios e Dicas - A evolução do livro se faz pelo humor fino e a coragem
ao divulgar determinadas situações e sugestões realisticamente fantásticas
que beiram um tipo de democracia total, transgressora e transparente. É o
caso da dica número 14 (estágio dois): “TV... Deixe o cão escolher a
programação durante todas as semanas. Isso mesmo. No prazo máximo de um
ano, você se tornará uma pessoa mais culta e mais canina. Quem garante? O
cão.” Não podemos desprezar tais sinalizações e escolhas, pois, segundo o
autor, de uma maneira radical: “... Já nós, seres teoricamente humanos,
preferimos assistir novelas, seriados, jornais e programas de auditório.
Achamos isto divertido. Os cães detestam. Acham que esses programas são um
atraso de vida.”
No estágio três (se você conseguir chegar até lá será um grande passo,
como observa o próprio Capella), os conhecimentos e noções de
reciprocidade, polidez e leitura vão se aprofundando. As observações e
incrementos chegam ao máximo da exigência na dica 26 (estágio três), cujo
título chama-se “História”. Como não se sabe o tipo de narração que o
canídeo exigirá do seu dono, e para uma formação mais diversificada e
humanista, aliás, mais canina, a sugestão é a seguinte: “Monte uma
biblioteca para o seu animalzinho e catalogue toda a coleção... Com
certeza terá um cão mais comunicativo, sociável e empreendedor”. No
estágio quatro, o item 36 chama a atenção, um dos assuntos prediletos de
todos os homens e mulheres: “Namorar”.
Os cães também necessitam namorar, segundo o autor. O cúmulo da sacanagem
e solidão é cadastrar o cachorro nos sites de namoro virtuais (coisa que
muitos marmanjos e marmanjas fazem há tempos). Interessante esta questão,
pois vem à memória uma reportagem que vi semanas atrás numa emissora de TV
a cabo. Uma sorridente e ruiva norte-americana estava sendo entrevistada
enquanto escolhia num site específico um par ideal para sua jovem fox
terrier de puro sangue. Ela ficou em dúvida entre dois pretendentes. Um do
estado da Flórida e o outro de Michigan.
Certificado de Fidelidade Canina - Se você conseguir – eu acho que
consegue – chegar até o último estágio, o de número 5, você realmente tem
uma saudável vocação para compartilhar a sua residência com um cão ou
cadela (você decide!). As coisas encrencam mesmo, como aponta a dica 45,
se você pretende adotar um cachorro e tem alguma criança em casa. Porquê?
“O cão não gosta de dividir a atenção, o carinho e os elogios que recebe.”
Esta reflexão, com certeza, todo pai ou mãe já as fez. É claro! Para o bem
da família. Depois de ler as 50 dicas, Capella impõe através de um breve
sermão uma penitência, um longo exercício de tolerância: ler novamente as
mesmas 50 dicas inúmeras vezes. Segundo o jornalista, ajuda na
memorização. O grande prêmio, após os esforços empreendidos e passar por
todos os estágios, encontra-se escrito na página 71: o Certificado de
Fidelidade Canina.
Detalhe: para ter valor o diploma de “benemérito e grande benfeitor, amigo
e irmão dos caninos” precisará ser assinado por não menos que o presidente
da república. A assinatura do dono do cão é mais fácil de conseguir,
doravante a do presidente...
Depois da leitura – atenta, amena, despojada e sem preconceitos, eu espero
-, o negócio é praticar as lições. Entretanto, antes de realizá-las, tenha
sempre em mente que o mínimo que o seu atual ou futuro cão quer é carinho,
atenção e respeito. Agora, se a sua relação com ele está noutro patamar -
vai de mau a pior - “Çomo Mimar seu cão”, realmente, vai ajudar-lhe a
refletir e a perceber onde estão os seus erros e como fazer para mudá-los.
Pois afinal é bem mais sensato, humano e canino reconhecê-los e pedir
desculpas através do diálogo, sorrisos em vez de caras feias, favores e
educação em vez de indiferença.
Sei que é difícil, mas tente. Seja um pouco mais humilde, pacífico e
polido. Já é um bom começo. Se quiser, se tiver paciência, vai aí uma dica
final: tente também mimar com alegria contagiante, exercer o senso lúdico
e divertir. Sem falsos moralismos, criar condições e momentos de
felicidade. Seu cão merece! Você merece! E nós também...
Trecho (Dica) do Livro:
“Vivemos numa
globalização cada vez mais intensa. As pessoas precisam divulgar seus
trabalhos, façanhas, conquistas e realizações. Somente dessa forma obterão
o reconhecimento justo dos demais seres humanos. Com os animais funciona
diferente? Não, mas com a diferença de que eles têm a necessidade de
informar aos outros sobre detalhes íntimos. Número de filhos, quantidade
de pêlos, cor dos olhos e se ronca ou não. Por que tudo isso? Os outros
cães precisam saber como o seu amigo é fisicamente e psicologicamente,
para só assim decidir se vão gostar ou não dele.
Portanto, comece a planejar um site para o seu cão. Se não tiver tempo,
contrate um bom profissional, pois há muitos no mercado. Selecione um
material diversificado e interessante sobre o cão, como cartas, vídeos,
desenhos, figurinhas, bonecos e brinquedos em geral. Fotografe tudo nos
mínimos detalhes e coloque no site. Isso ajudará, e muito, a carreira
artística de seu amigo. Se é que ele pensa em ser um artista (pensa)?”
José Aloise Bahia (Belo Horizonte/MG). Jornalista e escritor.
Pós-graduado em jornalismo contemporâneo. Autor de Pavios Curtos (anomelivros,
2004). |
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Dramas Urbanos
Alex Sinagoga, Anderson
Henrique, Ava Sommers, Maurício Rosa e Whisner Fraga |
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Coletânea de contos sobre a
realidade brasileira
Autores: Alex Sinagoga, Anderson Henrique, Ava Sommers, Maurício Rosa,
Whisner Fraga
Formato: 14 x 21 cm
Editora: MonteCastelo Multimídia
136 páginas
Este livro é o resultado de um concurso de contos realizados pelo portal
www.montecastelo.com.br
cujos autores,
premiados através de votação pública online, tiveram as suas obras
publicadas neste volume.
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Poetas Mineiros em
Brasília
Organizado por Ronaldo
Cagiano |
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Publicado pelo selo da Varanda Edições, que tem colocado em circulação
literatura de qualidade feita em Brasília, o volume reúne 153 poemas de 16
autores, oferecendo uma síntese das obras individuais. O livro também tem
o mérito de traçar um panorama da arte poética produzida em Brasília nos
dias atuais, pois reúne autores atuantes na cidade.
O prefácio é de Affonso Romano de Sant´Anna, que chama a atenção para a
diversidade de linguagens e estilos, como se os autores traçassem dentro
de Brasília – e do livro – a mesma diversidade geográfica que caracteriza
Minas Gerais. “Poeticamente, Minas, um continente disfarçado em ilhas, se
recriou em Brasília, e disto esta antologia dá provas”, afirma Affonso
Romano.
Quatorze cidades, de diferentes regiões do Estado, estão representadas no
livro. Cataguases, fazendo jus a suas tradições literárias, comparece com
três poetas. Curiosamente, a capital e principal cidade mineira, Belo
Horizonte, não tem nenhum representante.
São os seguintes os poetas selecionados: Alan Viggiano, Alexandre Marino,
Anderson Braga Horta, Cristina Bastos, Danilo Gomes, Dilermando Rocha,
Ésio Macedo Ribeiro, Joanyr de Oliveira, João Carlos Taveira, José Carlos
Pereira Peliano, Lina Tâmega del Peloso, Marcos Bagno, Napoleão Valadares,
Stela Maris Rezende, Wilson Pereira, além de Ronaldo Cagiano, que
organizou o livro. |
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Dezembro Indigesto
Ronaldo Cagiano |
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Literatura
brasiliense à moda antiga
Zuleika de Souza
Dezembro Indigesto, livro de Ronaldo Cagiano, reúne contos muito distintos
entre si. Mas, em comum, suas narrativas curtas têm a característica de
conferir pouca importância à fábula. O causal, o anedótico recebem
destaque bem menor que a situação existencial das personagens. São contos
que pouco apostam na seqüência dos eventos e na surpresa do desfecho.
Investem é na remoagem da experiência, seja para ampliá-la pela exposição
de variados ângulos, seja para repisá-la, como se a absorção pela
consciência fosse impossível.
Há contos que são flagrantes de estados mentais. Outros, fragmentos de um
conflito. Existem, ainda, aqueles que ficam mais próximos da reflexão do
que de uma célula dramática. Mas duas vertentes prevalecem na coleção de
contos: uma é a da investigação de certo estado de ânimo, a outra é a da
temática social. Filia-se a esta última um dos contos de melhor realização
do volume: Legião Estranha. Já o que encerra o livro — Desencontros,
Desencantos: Exício — é exemplar da primeira tendência, a que busca
apreender uma situação e disposição de vida de modo a pôr em causa o que
nela é acessório ou essencial.
O livro tem a peculiaridade de conter registros do percurso de leitura do
autor. Atualiza seus diálogos com escritores diversos. Faz isso de tal
modo que alguns contos se tornam performáticos. O que fundamenta o
comentário de Luiz Rufatto, na quarta capa, de que Ronaldo Cagiano é um
autor à moda antiga. De fato, paga tributos a estilos novecentistas.
Frases torneadas ao gosto e feição de outros tempos podem deixar surpreso
o leitor de hoje.
O aspecto lingüístico não é, porém, o único traço de outras épocas dessa
reunião de contos. Cagiano tem uma queda pela focalização onisciente,
aquela que confere ao narrador o conhecimento total do narrado e, desse
modo, resiste a dúvidas e contradições. Vai, portanto, na contramão do
procedimento narrativo contemporâneo, em que o narrador expõe a ação sem
dela extrair certeza ou convicção. Procura manter o distanciamento e
atestar a relatividade do saber.
Em certos contos, o autor aproxima-se do narrador primordial, aquele que,
além de deter o conhecimento da experiência, assume a privilegiada posição
de julgá-la por meio de intrusões. As intrusões do narrador são aqueles
comentários que, feitos ao longo da narrativa, traduzem — ou traem — a
posição ideológica e afetiva de quem conta a história.
É o que acontece, por exemplo, no momento em que classifica de paranóica a
incessante busca do pai por determinada personagem. Quando esse tipo de
intrusão ocorre, o espaço de inserção do leitor se restringe. Encolhem-se
as entrelinhas. Diminuem as possibilidades de interpretação.
Intrusões são inevitáveis, uma vez que são partes do ato de linguagem. Ao
longo da história literária, essa prática teve adesão de nomes célebres
como Balzac. O lugar que ocupam no relato, no entanto, se não for
controlado, impede a variada percepção de quem lê. A ostensiva projeção da
subjetividade do narrador, sopesando e opinando sobre tudo o que narra,
inibe a doação de sentidos diversos por parte dos demais. Circunscreve um
espaço onde não deve haver limites, além daqueles próprios a qualquer
relato ficcional. |
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Flor de maravilha
Flávio Paiva |
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O livro FLOR
DE MARAVILHA, de FLÁVIO PAIVA, sugere o diálogo entre a literatura e a
música como recurso de viabilização do espaço de criação do leitor. São 20
(vinte) histórias e 20 (vinte) músicas, cada qual especificamente na sua
linguagem que, num processo de intertextualidade, brotam de 20 (vinte)
Temas essencialmente cotidianos (que falam do dia-a-dia das crianças, de
suas brincadeiras, amizades, das pessoas, dos animais, de manifestações da
cultura popular, enfim, da vida).
Entre histórias e canções do Flor de Maravilha, as crianças vão conviver
com 'A menina do pé pulador'; 'O susto da sereia dorminhoca'; 'O piolho
ciumento '; 'O tocador de pratos'; 'A primeira adivinhação do mundo'; 'O
abraço do pingo de gente'; e outras tantas, para ler, sonhar, cantar e
brincar. As histórias podem ser lidas pelos adultos ou pelas crianças e as
cantigas podem ser cantadas por todos.
Na sua proposta de ampliação das possibilidades de leitura, o autor,
Flávio Paiva (jornalista, compositor e escritor cearense, 45 anos), além
de contar com as belas ilustrações dos artistas plásticos Dim (acrílica
sobre eucatex) e Nice Firmeza (bordados em cambraia de linho), traz as
partituras das canções transcritas pelo maestro Tarcísio José de Lima,
tendo as letras de todas as faixas cifradas pelo violonista Tarcísio
Sardinha. A obra é acompanhada por um cd com as músicas de Flávio Paiva
cantadas por Olga Ribeiro, todo gravado com instrumentos e músicos reais.
Flávio Paiva:
www.flaviopaiva.com.br
Cortez Editora
96 páginas
Formato: 21 x 28
R$ 39,00
Cortez Editora (11) 3864-0111
www.cortezeditora.com.br
cortez@cortezeditora.com.br
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O pequeno livro das páginas
em branco
Jaime Celiberto |
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Colher
caquis e recolher os cacos
Em O pequeno livro das páginas em branco, adolescente busca um caminho
para passar a vida a limpo depois da morte do pai.
"O texto me foi recomendado por uma colega, atriz, que insistiu
muito para que eu o lesse e desse a minha opinião. Obedeci e, de um só
fôlego, devorei a peça. Confesso que não esperava um texto de tamanha
qualidade. Imediatamente, telefonei à Lara Córdula agradecendo a
recomendação que me fizera e demorei procurando expressar-lhe o
entusiasmo que me dominou ao fim da leitura"
Gianfrancesco Guarnieri, ator e dramaturgo
O pequeno livro das páginas em branco
Editora Scipione
Coleção Diálogo
Autor: Jaime Celiberto
Ilustrações: Félix Reiner
Número de páginas: 80
Preço recomendado: R$ 14,50
Vendas: Rua Fagundes, 125/133 - Liberdade, São Paulo. Tel.: (11)
3277-1788
Mais informações:
editora scipione
Artur Louback Lopes, assessor de comunicação
imprensa@scipione.com.br
Tel.: (11) 3241-2255, ramal: 332
Fax.: ramal 243
www.scipione.com.br |
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Coreografia dos Danados
Whisner Fraga
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Coreografia
dos Danados é mais uma obra que representa o fôlego da literatura
brasileira, e neste livro de contos, Whisner Fraga a trata com
maestria.
"Não
vou ficar de meneios, enchendo-lhes a cabeça com descrições. Querem
me visualizar? Pois bem, peguem a Árearea, do Gauguin. Pronto? Estão
vendo a taitiana de branco? É a minha cara. Cresci assim, encarnação
do quadro, perder meu tempo me queixando a Deus? Carne é para isso
mesmo, tenho que usar enquanto presta."
Trecho do conto "Vila Pureza"
"Você está abrindo um bom livro. É estréia e
é de primeira qualidade". Assim o renomado escritor
Deonísio da Silva inicia o prefácio de Coreografia
dos Danados (Edições Galo Branco, 140
p,R$14,00), de Whisner Fraga. A
antologia, que venceu o Primeiro Concurso de Contos
das Edições Galo Branco em 2001, tem linguagem
renovadora e ousada e é composta por vinte e três
contos, dentre eles o premiado "Vila Pureza",
história de uma menina Abandonada que se torna
prostituta de luxo e utiliza o sexo como forma de
ascensão social.
Livro elogiado por autores como Manoel de Barros,
Luiz Vilela e Luiz Ruffato, Coreografia
dos Danados está se tornando o marco editorial
do ano.
Contato com o autor: whisner@zipmail.com.br
Vendas:
edigalobranco@aol.com
Confira na
internet: minicontos de Whisner Fraga -
http://www.ignoremode.org/minicontos
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Canção Dentro da Noite
Ronaldo Cagiano
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"Os
exageros eu os credito à solidão, esse rebanho de ausências e sua
confraria de silêncios, que nos acantoam ou nos impõem um degredo
maior que asila a alma e desmantela as coisas."
Fragmentos do Poema da Impermanência
Recebido com prazer pelos apreciadores da poesia,
Canção dentro da noite de Ronaldo Cagiano tem recebido críticas muito
positivas e já conquistou espaço em matérias nos jornais O Estado de
S. Paulo, Jornal da Tarde, Correio Braziliense, Jornal de Brasília,
Estado de Minas e O Tempo e Hoje em Dia.
Vendas
Livrarias Siciliano
Canção
Dentro da Noite
Thesaurus Editora - www.thesaurus.com.br
Contatos com
o autor: ronaldo.cagiano@bol.com.br
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Os Cem Melhores
Poetas Brasileiros do Século org. de José Nêumanne Pinto Ilustrações e capa de Tide
Heillmeister |
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"Os
Cem Melhores Poetas Brasileiros do Século" mostram que a vida não
é só Trevas. Depois de lançar o livro-bomba "Memórias das
Trevas - Uma Devassa na Vida de Antonio Carlos Magalhães", que
vendeu 35 mil exemplares em 15 dias, e mostrou o lado escuro de um político
de grande poder, provocando uma das maioroes polêmicas do ano, a Geração
Editorial apresenta agora a inspiração e a transparência dos maiores
mestres da poesia brasileira.
"Os
Cem Maiores Poetas Brasileiros do Século" é uma bem elaborada
coletânea organizada pelo jornalista - e também poeta - José Nêumanne
Pinto. Em seu prefácio, Nêumanne explica que a escolha dos poemas começou
com suas preferências pessoais, adquiridas desde o seu mais remoto
contato com a poesia, ainda adolescente em sua Paraíba natal, até o
confronto com sugestões e opiniões dos maiores especialistas e críticos
literários do Brasil, cujas opiniões ouviu.
Profundo
conhecedor do assunto, o autor não só se entregou ao delicado trabalho
de selecionar os melhores poetas brasileiros do século como, deles,
extrair um só poema que representasse a grandeza de seu autor. O
resultado é um livro que reúne algumas das palavras mais inspiradas de
nossa poesia.
"Os Cem Maiores Poetas
Brasileiros do Século" traz ainda um texto de apresentação para
cada poeta e, em cada capítulo (tópicos que vão desde o Pré-Modernismo
até os poetas populares menos conhecidos do grande público) uma exposição
sobre cada corrente literária da literatura brasileira desse século.
Para este trabalho, Nêumanne contou com a colaboração dos
especialistas Rinaldo de Fernandes e Sandra Moura.
O livro tem duas curiosidades:
são cem os poetas, mas 97 os poemas, porque os poetas Décio Pignatari,
Haroldo e Augusto de Campos (são irmãos) negaram-se a autorizar a
reprodução de seus poemas, porque, segundo o editor Luiz Fernando
Emediato, queriam saber antes "em que companhia estariam".
Informados disso, ainda assim recusaram, com o argumento de que estariam
organizando eles mesmos uma antologia só com os trabalhos deles. O
editor e o organizador decidiram então manter os poetas com suas
biografias, os títulos dos poemas que seriam reproduzidos e a indicação
de onde eles poderão ser lidos, se os leitores assim quiserem.
"Os irmãos Campos e o
poeta bissexto Décio Pignatari têm valor, porque lideraram um
movimento importante, mas realmente eles são muito chatos,
individualistas e vaidosos - por isso não estão na antologia. De
qualquer forma, registramos a vontade de tê-los, e basta",
comentou o editor Emediato.
Para dar forma a tão boa
poesia, a Geração Editorial procurou o trabalho de um dos artistas gráficos
mais conceituados da atualidade. Tide Heillmeister ilustrou e fez a capa
de "Os Cem Poetas", completando um trabalho que mostra que o
país não é só feito de ACMs, mas, felizmente, também de Vinícius
de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília
Meirelles, Augusto dos Anjos, Ferreira Gullar, Adélia Prado, Machado de
Assis, Mario de Andrade, Murilo Mendes, Mário Quintana, Paulo Mendes
Campos, Mário Chamie, Paulo Leminski e dezenas de outros.
Outra curiosidade do livro -
ousada opção do organizador José Neumanne Pinto - foi publicar como
um dos maiores poemas do século os versos de Otacílio Batista
"mulher nova, bonita e carinhosa, faz um homem gemer sem sentir
dor", consagrado como letra de música na voz de Zé Ramalho.
"Esse poeta conseguiu a admiração de Manuel Bandeira, que criou
os versos 'saí dali convencido, que náo sou poeta não; que poeta é
quem inventa, em boa improvisação, como faz Dimas Batista, e Otacílio,
seu irmão'. Se Bandeira assim o diz, quem sou eu para desdizê-lo?",
justifica Nêumanne.
Nêumanne teve também outras
ousadias: não incluiu na coletânea os poetas Manoel de Barros, Ana
Cristina César e Cora Coralina, que a mídia adotou nos últimos anos.
E incluiu trechos de poetas populares de cordel, como Patativa do Assaré,
Zé da Luz, José Camelo de Melo Resende e José Pacheco. "Desde o
começo me propus a intrometer os poetas do povo no meio dos
eruditos", explica Nêumanne. "Afinal, a proposta não foi
escolher os cem melhores poetas eruditos do Brasil".
"Os Cem Melhores Poetas
Brasileiros do Século" - coletânea que também deverá provocar
polêmica no arraial literário - está chegando às livrarias neste
final de semana, com uma campanha publicitária inicialmente nos jornais
do Rio e de São Paulo.
Clique
aqui para ler trechos do livro
no site da Geração Editorial
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O Caso da Favela
Naval José
Carlos Blat e Sérgio Saraiva
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Já está
nas livrarias o livro "O Caso da Favela Naval", escrito a
quatro mãos pelo promotor José Carlos Blat e pelo jornalista Sérgio
Saraiva, do Diário do Grande ABC, ambos atuantes no caso desde o seu início.
O livro reúne toda a história do episódio que abalou o Brasil em 31
de março de 1997 ao ser exibido na TV, em cenas gravadas por um
cinegrafista free-lancer.
Confira:
A
divulgação, com crítica, do livro "O Caso da Favela Naval",
de José Carlos Blat e Sérgio Saraiva, está agora também na revista
Macunaíma, sobre teatro, no endereço
http://sites.uol.com.br/macunaim/macunaima34.htm
.
Pesquisa
www.dgabc.com.br/favelanaval ,
www.brasilleitura.com.br
Vendas
on-line
www.submarino.com.br (entre os livros
recomendados) e na
O Caso
da Favela Naval - Polícia Contra o Povo
Editora Contexto -
www.editoracontexto.com.br
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Espelho, espelho
meu Joilson
Portocalvo e Ronaldo Cagiano
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Escrito a
quatro mãos
Interessante
identificação de cada autor aqui e acolá gravado em expressões,
desenvolvimento de assuntos, linguagem literária. Ronaldo Cagiano é a
face mais amadurecida dos personagens, de linguagem intelectualizada e
aguçado senso crítico, característica que o identifica em toda a sua
obra. Joilson Portocalvo é o descompromisso com o mundo real, mergulho
no universo adolescente, com jeito de pensar e falar próprios do jovem,
o que em nada frusta a beleza literária de sua criação. Como em seu
livro anterior; A dança da lua cheia, Joilson traz para Espelho,
espelho meu o ponto de vista adolescente, só que desta vez não é
somente às meninas que dá a palavra. Fábio, personagem central,
revela o univrso masculino com suas dúvidas e desejos. Foram felizes
Ronaldo e Joilson ao abordarem a problemática da gravidez na adolescência
neste livro, onde o namoro de Fábio e Renata resulta em um filho não
planejado. Reações e atitudes dos dois jovens devem criar; além de
profunda identidade personagem-leitor; referência para semelhante situação.
É temática que só tem a contribuir para a formação intelectual de
nossos jovens.
Idalina
de Carvalho
Thesaurus
Editora
www.thesaurus.com.br |
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A Caixa de
Pandora Alexandre Lobão |
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"A
Caixa de Pandora e outras histórias" é a primeira obra de
Alexande Lobão a ser publicada. Dono de um estilo próprio de escrever,
o autor apresenta suas histórias de maneira viva, quase como uma
conversa, envolvendo com a mesma facilidade o leitor tanto em situações
cotidianas quanto em realidades diversas que por vezes chegam ao limite
da imaginação.
Confira
trecho do livro nos sites
www.thesaurus.com.br/pandora.html
e
www.writers.com.br/autores/alb012k.htm
Vendas
on-line
www.siciliano.com.br.
Vendas em
Brasília
Livraria Cotidiano, Café das Letras, Livraria da UnB, Banca do Gilson
(UnB), Central City Comic Shop (113 Norte), Livraria Solivros, etc.
Thesaurus
Editora -
www.thesaurus.com.br
Writers -
www.writers.com.br
(responsável pela publicação
na internet) |
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