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JANDER MINESSO |
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O filtro Feche a porta Mate a idéia que não passa pela fôrma Pela forma tão perfeita e imbecil Estável como um qua dra do Te gosto Te gosto tanto e um tanto mais e mais que muito e muito mais que tudo Te gosto asetihujos Te gosto asdfhjeruiteg Te gosto tanto que perco as palavras e invento absurdos que tentam mostrar o quanto e quanto mais te gosto O barco na tempestade É tão difícil achar o fim É fácil se perder no mar Eu rodo sem sair daqui Eu abro sem poder fechar Um mar de onda forte Sem ter onde parar O ciclo não se fecha Um ponto é pura sorte É tão difícil achar o fim Amnésia Tudo o que eu tenho Tudo o que eu vi Todos os nomes, lugares e coisas Tudo sou eu Cada sorriso Cada lembrança Cada momento, memória ou pintura Isto sou eu Eu sou o que lembro Eu sou o que alcanço Mas (tantas memórias!) esqueço quem sou Descartável Seus olhos não são seus e as palavras voam longe Antes que você perceba outro nada vem aí Seus braços não são seus e o dinheiro fala alto e te vendem tantas luzes que só brilham uma vez... Seus pés não são mais seus Você vai onde te mandam Onde há brincos e sorrisos Isso é quase diversão Seu sangue não é seu e se espalha num quadrado Mas é menos que um instante Você nunca sente a dor Pule numa lata de lixo Falhas Há flores que secam Há homens que erram Espelhos se quebram Ninguém é seu Deus Quando você acorda todos os seus sonhos parecem menores Há anjos que caem Demônios que sofrem Escolhas nos cortam Ninguém é seu Deus Um Eu não sei ser nós Eu não sei te ver Eu sou só mais um Sou meu Bem e Mal Eu não sei da paz Eu só vi a dor Dor nas mãos do pó Sol nas mãos dos reis Não sei mais ser dois Eu sou o meu Deus Eu, só, eu 1964 Uma noite sem estrelas nesta vida sem sentido destes olhos sem lembranças que não podem enxergar esta noite sem estrelas que demora a terminar Uma noite sem estrelas nesta terra sem o som destas vozes sem o medo de morrer ou de sonhar numa noite sem estrelas que façam o sol chegar |