|
Moça com
chapéu de palha, um romance e muitas crises
Novo romance de Menalton Braff trata da crise existencial e
profissional de um experiente jornalista, mas também da própria
crise da criação literária
SOBRE O ROMANCE
O título deste romance, Moça com chapéu de palha, antecipa muitos
aspectos da técnica narrativa de Menalton Braff. De imediato, ele
sugere uma composição impressionista, que induz o leitor a
participar da criação do significado da obra. O texto é lírico,
intenso, e a análise do narrador, voltada para a crise existencial
mais grave de sua vida, modifica-se com o passar do tempo. Nesse
sentido, o estilo narrativo de Menalton nos remete – ao reavaliar o
mesmo fato à medida que o protagonista se distancia dele – à série
de pinturas de Claude Monet sobre a catedral em Rouen.
Este livro ainda revela muitas cenas campestres, pinceladas como se
fossem uma natureza morta. É quando também há maior abertura para o
registro de cenas cotidianas, triviais, mas que, pela qualidade com
que as tintas e os movimentos são manipulados, ganha um papel muito
relevante em Moça com chapéu de palha: elas completam o painel
impressionista, que vai misturar a leveza do erotismo com o peso da
incerteza sobre a vida. As impressões nascem ora do que vai sendo
mostrado com solidez, o amor entre o protagonista e Angélica, sua
mulher, ora pelas incertezas do narrador em torno do seu destino.
E é justamente acerca das incertezas que o romance ganha um
contraponto, um tom que por vezes, de modo instigante, nos faz
lembrar da literatura noir, repleta de mistérios e suspenses.
Acentua-se então o cenário urbano, da redação do jornal e das
relações profissionais ali estabelecidas, da falta de ética, do
poder que consome o compromisso com a verdade, um lema que a
imprensa carrega consigo feito um estandarte.
De um lado, o campo, o cuidado na preparação da comida, na arrumação
da mesa de jantar, no zelo com o jardim, na vida amorosa e
sentimental, enquanto, de outro, estão a cidade e sua máquina
incessante, brutal e estressante. Qual dos dois é mais verdadeiro?
Qual dos dois é mais importante? São perguntas que se colocam neste
romance e são formuladas em diálogo com a própria criação literária,
num jogo metalinguístico que apenas um autor maduro como Menalton
Braff poderia conquistar.
SOBRE O AUTOR
Menalton Braff nasceu em Taquara, Rio Grande de Sul, em 1938. Foi
professor assistente de Letras na Universidade São Judas Tadeu, em
São Paulo, e também lecionou em diversos colégios, em Batatais,
Catanduva, Ituverava e Ribeirão Preto. Reside desde 1987 em Serrana,
cidade-satélite de Ribeirão Preto. Autor, entre outros, de À sombra
do cipreste (contos, 1999, prêmio Jabuti de Literatura em 2000 na
categoria Livro do Ano – Ficção), Gambito (novela infantil, 2005), A
coleira no pescoço (contos, 2006) e A muralha de Adriano (romance,
2007, que recebeu menção honrosa no 50.o prêmio Casa de las Américas
em 2009). Contista, novelista e romancista, Menalton Braff é um dos
escritores mais importantes da literatura brasileira contemporânea.
Título: Moça com chapéu de palha
Autor: Menalton Braff
Coleção: Ponta de Lança
Editora: Língua Geral
Medida: 13x18cm
Número de páginas: 216
Preço: R$ 34,00
ISBN: 978-85-60160-56-3
CLIQUE AQUI PARA COMPRAR
Contato:
info@linguageral.com.br
Tels.: (21) 2279-6165 / 2279-6184
SITE DO AUTOR
www.menalton.com.br |