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EDUARDO XAVIER |
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Vitorioso Despertou cedo. Partiu. No caminho, Realmente mudou. Tornou-se invulnerável a
ataques, Sabia que não era feliz, porém, o coração blindado com grossas camadas de desilusões, assegurava seus pequenos instantes de tranqüilidade. O fim do dia já havia
chegado. Finalmente sua alma havia conquistado a liberdade. Tudo... e um pouco mais Eduardo Xavier e Carla Dias Distorcidas são as palavras que não foram pronunciadas em seu devido momento e, inertes, deixam-se corromper pelo efeito do tempo. Ainda assim elas existem, feito a escultura do cego que tateia o mundo. Existe no meu jardim de pensamentos irremediáveis. Escuridão sente minha alma quando tento reagir à sua ausência. Ausência de mim antes de qualquer outra ... ou qualquer lugar. Eu poderia tecer mil estórias sobre a ausência e, todas elas, acabariam na minha imagem no espelho – onde estou? Atados estão meus braços que, em momentos anteriores, a mantinha próxima de meus dias. Mas o que mais aproxima se não o espaço que não permite explicações? Já sei ... tudo o que cerca, aprisiona. Blindado vejo meu coração que, entre pulsações, roga por atitudes concretas. Talvez devesse começar a caminhar por essa vida observando o mundo com os olhos de quem descobre ... sempre ... Rotineiros são meus momentos, pobres de espírito, inspirados em melancolias e lembranças de histórias passadas. E como disse alguém ... tiro da falta a força que me permite reaprender a vida. Desafinada continua a minha voz, repleta de frases prontas, declarações reprimidas e meias palavras. Estou tentando não decorar acontecimentos ou me esbaldar em frases feitas. Nesse instante, sou quem tenta... Frenéticos são os sonhos. Alicerces da felicidade ... Deprimido agora estou. Posso ver um pouco além ... Poucas são as possibilidades. Todas elas estão aqui e me confundem. Escolher é como como condenar... Forças ainda tenho. Criarei algumas outras enquanto bebo este instante ... Mínimas são as oportunidades. Porque não as quero assim tão rápido ... Com as lágrimas convivo. Meu mar particular, que mata a sede e cria a fome ... Por ti, meu amor, tudo. O tudo o que é quando estamos ausentes da nossa própria alma? |