Há alguém que saiba da vida para me ensinar? Não sou tão vago e quero gente que sorria para mim, vez ou outra. Quero paz que me permita observar o infinito da ilucidez daquele que se preserva em poesia. Tiraram de mim e fragilidade aparente e eu quero colo e não pedir. Por que me deram gosto que eu não quis sentir? Por que aceitei?

Há, entre as casas dessa cidade, vãos que guardam mofados sonhos de pálidos homens. Há, ente o infinito que tento tocar e minhas mãos, apenas a certeza de que chegarei com vida em algum lugar que seja meu. Ainda que ele apareça em forma de noite que passa, trazendo no colo o dia seguinte.

Tudo o que eu queria era poder brincar. Eu brinco de vida. Eu esbanjo vida e reajo de acordo com o tempo que passa. Eu fico a cantarolar o espaço e a colher loucuras... A sorrir o infinito com a inocência de quem gosta de ver estrela brilhar.

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