Lar suspenso
Vem que o trem já partiu
Que o vento levou
Que o sol filtrou o passado e pariu o vazio
E inventou para ele um lar suspenso
De cabeça pra baixo
Vem e chega de espera
De esmero
De saudade
De suspirar escondido em fim de tarde
Que arde e dói essa falta
Vem que o sonho faleceu
Mas outro há de chegar logo mais!
E chega de soletrar precipícios.
De vigiar o impossível.
De quarar desejo desbotado.
Chega de frio na alma.