Nasci
em 16 de novembro de 1970, em Santo André, estado de São Paulo, às 03:30. Venho
de uma família grande, e vivi muitos anos, no mesmo quintal, com o meu avô
Pedro e minha avó Anita, tias, tios e primos, além das minhas irmãs Kátia e
Adriana e meu irmão Luiz. Minha mãe é a Alzira. Meu pai é o Marco.
Morei durante a infância e a adolescência no bairro
Represa, onde chega a
Represa Billings. Foi lá que aprendi o bê-á-bá, a chupar cana, plantar
mandioca, colher mexerica, brincar com boneca de sabugo de milho. No
terreno dividido com uma penca de primos - filhos da Tia Lena, Tia Fátima
e Tia Inês - , pulei muitas fogueiras nas noites de São João, esperei que
novenas passassem e assisti, da porta lá de casa, o espetáculo das chuvas.
Também foi lá que plantei um pé de ameixa. Nos finais de semana, costumava
ir, a pé, até o
Parque do Pedroso. Às vezes para piqueniques e, em outras,
para assistir ao show de bandas que tocavam no teleférico que hoje já não
funciona mais.
Aos dezesseis anos, comecei a trabalhar com o Tio Carlinhos e a estudar
bateria. Três anos depois, mudei da Represa para outro bairro de Santo
André e comecei a trabalhar de recepcionista no
Camerati.
Não demorou muito e eu passei a ser professora de bateria e também
secretária da Gravadora Camerati.
Foram fundamentais os anos que trabalhei neste lugar, pois conheci pessoas
que estarão sempre no meu coração, aprendi muito sobre a arte, além de ter sido
um período de autodescoberta.
Em 1993, comecei a trabalhar no
Instituto de
Bateria Vera Figueiredo,
onde estou até hoje, auxiliando na direção da escola e produzindo eventos. Em
1994, participei de um concurso de poesia promovido pela prefeitura de São
Caetano do Sul (SP) e fiquei entre os classificados com o poema
Transformação. Em 1995, fiz uma viagem a
São Thomé das Letras, Minas
Gerais, depois de convencida por um amigo, o
Sam, de que aquele lugar
tinha tudo a ver comigo. Tinha mesmo... É de lá, do jardim da pousada onde
eu e minha amiga Rita ficamos, que veio a imagem que ilustra o meu livro
de contos e poesias, o
Azul, que publiquei em 1997. Alguns dos poemas eu escrevi enquanto
estava em São Thomé.
Em 1998, recebi dois convites do escritor
Whisner
Fraga: publicar um conto na antologia
Encontros e participar como cronista do site
Crônica do Dia.
Aceitei ambos os convites e participei da coletânea com o conto
Queda. Até hoje sou cronista do Crônica do Dia, publicando meus textos
aos domingos. Whisner Fraga se tornou um grande amigo e um dos escritores
que mais aprecio, sem contar que me inspirou a escrever um dos meus
romances, Os Estranhos.
Em 2001, fiquei em segundo lugar no III Concurso de Contos José Cândido de Carvalho, promovido pela ANE – Associação Nacional dos Escritores, com o conto Vôo Cego. Também através de concurso, integrei a coletânea Poesias Brasileiras, com o poema Arquétipo da Rebeldia Desenfreada.
Sou tia do Lucas, da Mayara, da Débora, da Amanda, do Guilherme e do Murilo. Aprendo muito com eles. Lembro com muito carinho do meu avô paterno, o Seu Lili... Era poeta e muito me inspirou durante os poucos anos que esteve por perto, porque presente ele ainda continua. E apesar de tudo e tanto que já vivi (e do que virá) ainda me pareço muito com a menina que passava um tempão vendo a chuva cair e sentindo o cheiro de terra perfumar o dia.