Arquétipo da rebeldia desenfreada

Vou hastear bandeiras emprestadas.
Pintar a cara, o corpo, e os muros recém-erguidos.
Fazer as malas quantas vezes for preciso e nem sempre partir.
Vou me envolver com o latrocínio de idéias.
Quem sabe até me renda à música dos quartéis do mundo.
Vou plantar uma árvore no concreto.
Ter um filho objeto que me ensine a dar as ordens certas.
E escrever um livro dialético, através do qual tantos viverão a saga da busca pela compreensão daquilo que nem sempre importa.
Escorregarei as minhas mãos no ventre das horas marcadas, antes de esquecê-las em algum lugar que não seja meu.
Desviciar vicia.
Amarei vertendo as emoções mais pragmáticas.

Apanharei do corpo alheio a quentura que me afague e falte nas noites mais contundentes.
E nunca terei vergonha de chorar, isso não.
Porque são as lágrimas que fazem brotar a inspiração para que eu viva o que for... Pelo o que for.

Amarei vertendo as emoções mais pragmáticas.
Apanharei do corpo alheio a quentura que me afague e falte nas noites mais contundentes.
E nunca terei vergonha de chorar, isso não.
Porque são as lágrimas que fazem brotar a inspiração para que eu viva o que for... Pelo o que for.

O coração, às vezes bate em falso