Depois de algum tempo, os habitantes do centro de Ibidem que os receberam tão bem, descobrem sobre a acusação e passam a aplicar suas sentenças morais. É justamente a falsa moral que os impede de mandar os três amigos embora da cidade. Eles pregam uma falseada justiça, baseada em distorcidos desígnios cristãos.Hugo é o narrador desta trama que envolve segregação, intolerância e preconceito. É através dos sentimentos que tem por Agnes, figura pela qual os habitantes do centro alimentam aversão e filha do prefeito, que ele decifra não só a mulher pela qual se apaixona, mas também todos os mistérios que envolvem Ibidem e os seus próprios. Enquanto descobre as diversas facetas de Agnes e tenta alcançar a compreensão de personalidade tão ímpar, se envolve com acontecimentos anteriores a sua mudança para Ibidem, percebendo o quão estreita é a relação de Agnes com a história da sua cidade de origem.

À Deriva fala sobre recomeçar, rever conceitos e desfazer planos a fim de adaptá-los à situações inesperadas. Também fala sobre como a paixão, primordialmente pela vida, nos faz perceber como a liberdade não suporta existir atrelada à mentira.

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