Escrever tem sido de constância admirável nessa montanha-russa emocional que me rege. Apesar de ter publicado somente o Azul e colaborado com o Encontros e o Poesias Brasileiras, já escrevi diversos livros. São romances e coletâneas de contos e poesias. Alguns deles, nasceram por conta de um momento em especial, como o romance Os estranhos, que teve o tema definido por mensagens que troquei com o amigo Whisner Fraga, sobre a impossibilidade de se adaptar e socializar de alguns seres humanos. O tema do À deriva, outro romance, levou o mesmo tempo da gestação da Amanda, minha sobrinha. Na época, 2001, minha irmã Adriana estava grávida e, apesar de já saber há anos qual nome daria a sua filha, começou a pensar em outras possibilidades. Na vontade de interagir com essas possibilidades, fiz diversas sugestões e as defendi creditando aos nomes que escolhia adjetivos que remetiam à força e perseverança que necessitamos para viver da vida mais do que nos fazem acreditar ser possível. Entre todos os nomes, o meu preferido era Agnes e, para não deixar o nome sem dona, criei a personagem Agnes e dei a ela o À Deriva. Posso dizer que a Amanda é, definitivamente, uma Agnes.
O próprio Azul é um separador de águas emocional. Este livro, na verdade, é a reunião de cartas que escrevi entre 1993 e 1996. Eram cartas para um mesmo destinatário e que nunca postei. Finalizei, recentemente, o livro de poemas
As asas da borboleta e exorcismos diversos, um contraponto ao Azul. É ele quem fecha este ciclo da minha vida.
O que acontece a minha volta me inspira a escrever, assim como o que é capaz de revolver meu dentro. Em 2001, reencontrei a música e a poesia de uma pessoa que passei admirar logo que conheci, em 1990. Quando comprei os Cds 17.777.700 e Para a Inveja dos Tristes de
Kléber Albuquerque, não tinha idéia de que este compositor-poeta fosse me levar a escrever um dos livros de poesia que mais gosto, o Livro das Confissões. Sou grata a ele por essa experiência, que também me levou a pensar muito sobre a ligação tão forte que há entre a poesia e a música brasileira e a idealizar o projeto Poesia & Música, que pode ainda estar no papel, em processo de busca por parcerias, mas já tem lá sua importância.
Em 2006, participei com poemas de minha autoria do evento Baião de Dois, em São Paulo, ao lado do compositor, cantor e violonista
Élio Camalle. Como o projeto tratava da ligação entre música e poesia, o Élio me presenteou ao musicar o poema Lar Suspenso que fez parte do repertório do evento e foi inspirado pela canção dele, a Triste Figura.
Em 2007, participei como poeta da programação cultural da Casa das Rosas, tradicional reduto literário de São Paulo. Também apresentei o mesmo trabalho ao lado de Élio Camalle, agora denominado Baladas Perdidas & Versos Livres, no projeto Encontro das Artes, apresentado em São Miguel Paulista (SP).
Encontrei um espaço importante na internet. Além de participar de diversos sites, como
Crônica do Dia, Usina das Palavras, Jornal de Poesia e Blocos Online, criei o Improvisos só para poder convidar os amigos e aqueles de quem aprecio a obra. No Improvisos, o bem-querer à arte é fundamental. Recentemente, criei o blog Asas... Às vezes puídas, em outras: avoadas, que traz poemas escritos para imagens. Ainda está no começo, mas me agrada trabalhar nele.

Escritos em fila de espera e à espera de um final:

> À deriva (romance)
> À véspera do tempo (contos)
> As asas da borboleta e exorcismos diversos (poesias)
> Através de mim... Nós (poesias)
> Cultivo das possibilidades (contos)
> De luz acesa (contos)
> Dia vigente (contos)
> Estopim (romance)
> Eus e outros (contos)
> Gente boa não entra (roteiro)
> Gestação (romance - escrevendo)
> Livro das Confissões (poesias)
> Matizes e benquerenças (contos)
> Na primeira página (poesias - escrevendo)
> Os Estranhos (romance)
> Oswalda e Mofo (infanto-juvenil)
> Outros universos (romance)
> Palavras de um louco sobre a lucidez (poesias)
> Prisão, flores e luar (romance)
> Reticências (poesias)
> Vigília (contos)