Asas... às vezes puídas, em outras: avoadas

imagem & poesia

Assisti a peça "Querido Mundo" com a Maximilana Reis e o Jarbas Homem de Mello e adorei. Então, a Maxi me mandou esta foto e para ela escrevi o poema, lembrando-me desta cena, na qual o bacalhau faz ponta e que a Paola Prado registrou com tanta graça.



 

 

Querido Mundo...

Saiba que hoje renasci de mim mesma.
E dei de sorrir assim, de graça.
Dei de dar de ombros às tragédias que,
Antes de hoje, me tiravam o sono...
E o respeito...
E a felicidade...
E se pensarão de mim: “tola acolhedora de paixões!”
Deixe estar...
Porque, Querido Mundo,
Abrir os olhos para ver, ao invés de enfeitar a realidade,
É uma forma poderosa de viver o inteiro.
Sinto-me inteira, Querido Mundo...
Veja só! Minha alma também sorri!
E não se importa mais se o que a faz feliz
É a simplicidade...
A crueza de quem sou.
É que me dei conta (foi de um estalo!)
Que nem tudo que se sente...
Querido... Mundo...
Tem de ser dolorido.
Agora, com licença...
Tenho de viver.
Até mais, Querido Mundo.